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Comunicação na Saúde tem de considerar fontes confiáveis

A comunicação está presente em tudo nestes tempos modernos. Quando se trata de Comunicação em Saúde, onde as proposições são as mais diversas, ética e responsabilidade são preceitos fundamentais para garantir a veracidade das informações divulgadas e, consequentemente, a segurança no que diz respeito à saúde das pessoas.

As redes sociais colaboraram com a rápida disseminação de conteúdos, nem sempre fundamentados cientificamente. Não é raro encontrar quem busque, além de informações, respostas ou alternativas para tratamentos e cuidados com o próprio bem-estar na web. “No âmbito da saúde, estas práticas podem ser prejudiciais, principalmente no que se refere à qualidade e veracidade das informações veiculadas”, alerta Jhonathan Rocha, biomédico, professor universitário e primeiro-secretário do Conselho Regional de Biomedicina – 3ª Região.

A facilidade de acesso à informação desfez a ideia de que o conhecimento de determinada área seria acessível apenas para certos profissionais. Ao se comunicar com o público leigo aumenta a responsabilidade da assessoria de imprensa e dos porta-vozes, ou seja, dos profissionais especialistas que atuam nas mais variadas áreas da saúde.

Conforme Jhonathan Rocha é importante que as informações publicadas passem por um crivo rigoroso por parte dos profissionais biomédicos, tanto no sentido de verificação da veracidade das mesmas, dentro dos aspectos científicos, quanto no que se refere à avaliação do conteúdo, em busca de não infringir o Código de Ética.

“A melhor forma de certificar-se de que os conteúdos publicados são verdadeiros é através da realização de pesquisas em fontes confiáveis, como revistas científicas indexadas e sites e documentos de órgãos oficiais, a exemplo do Ministério da Saúde, Organização Mundial de Saúde, Código de Defesa do Consumidor, Legislações entre outros”, orienta o biomédico.

Assessoria de Imprensa
Ele cita como exemplo, o Site do CRBM-3, onde são publicadas matérias sobre procedimentos, estudos e pesquisas sobre as diversas habilitações da Biomedicina nacional e internacionalmente, indo muito além do conteúdo institucional. Na plataforma, os conteúdos têm a função de prestar uma informação respaldada pelos profissionais biomédicos e em fontes oficiais.

É indispensável que o conteúdo produzido pela assessoria de imprensa dos órgãos e entidades ligadas à Saúde seja submetido ao crivo de um especialista, como forma de evitar ruídos, já que nem sempre o profissional de comunicação tem conhecimentos suficientes. Quanto maior a afinidade entre a fonte geradora da informação e o conteúdo que está sendo elaborado melhor. Segundo o biomédico, isso permite que o profissional de saúde conquiste a confiança e a admiração da comunidade, tanto em termos científicos, quanto do ponto de vista social.

“Acredito que o mais importante seja o olhar atento aos acontecimentos no âmbito da saúde à nossa volta, para que possamos cumprir com a função social de profissionais da área da saúde, fornecendo dados, orientações e, quando necessário, alertando ou tranquilizando a população nas ocasiões onde isso se fizer necessário”, conclui o biomédico Jhonathan Rocha.

Primeiro-secretário do CRBM-3, biomédico Jhonathan Rocha